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ISLAMABAD, 13 MAI (ANSA) - O chefe da missão observadora da
União Europeia (UE) nas eleições paquistanesas, o deputado
alemão Michael Gahler, disse nesta segunda-feira que o sufrágio
foi marcado por violência, problemas para votar e baixa
participação do eleitorado feminino, principalmente nas
províncias remotas do Paquistão.
"Ocorreram 63 incidentes de segurança, que deixaram um balanço
de 64 mortos", disse Gahler, ao fazer uma análise provisória
sobre as eleições, vencidas por Nawaz Sharif. O relatório
definitivo da missão da UE será publicado em dois meses.
Gahler afirmou que a situação nas últimas quatro semanas foi
pior ainda, com "130 ataques que deixarem mais de 150 vítimas, a
maioria dos quais aconteceu na província de Khyber-Pakhtunkhwa,
e em seguida no Baluquistão, na província do Sind (cidade de
Karachi) e no Punjab".
Já em relação à participação das mulheres, "houve uma melhora,
mas no final as listas eleitorais tiveram 11 milhões a menos de
eleitoras que de eleitores", afirmou Gahler. O número de
candidatas, contudo, mais que dobrou em comparação às eleições
gerais de 2008, passando de 64 a 158.
Já a Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão sustentou
nesta segunda-feira que as eleições do fim de semana, vencidas
pelo conservador Sharif, foram as "mais caras" da história
paquistanesa e que também foram "pessimamente geridas" pela
Comissão Eleitoral Paquistanesa.
A comissão também alertou que muitas mulheres não votaram em
várias localidades, "como no Baixo Dir ou no Waziristão do
Norte", temendo ataques de grupos fundamentalistas islâmicos,
como do Talibã. (ANSA)
ZAR
13/05/2013 17:35
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