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SANTIAGO DO CHILE, 19 FEV (ANSA) - O conflito na região chilena de Aysén se acentuou com a de combustível e as organizações aguardam uma solução para amanhã com o retorno do presidente Sebastián Piñera de suas férias.
O mandatário já tem convocado para amanhã um comitê político no qual o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, entregará um informe detalhado.
Os bloqueios de estradas desde o aeroporto de Balmaceda, os protestos espontâneos em Coyahaique e as marchas pelo centro de Aysén, a 1.640 quilômetros ao sul de Santiago, se estendem há sete dias.
"Temos a estrada totalmente interditada e somente hoje se fez uma trégua para que os vizinhos possam fazer suas compras. Isto não vai parar até ver uma solução" disse a presidente do Sindicato das Mulheres do Mar do Puerto de Chacabuco, Alicia Ruiz.
Na rota entre Coyhaique e Puerto Aysén foram colocadas barricadas, seguindo o plano de organizações que integram o Movimento Social por Aysén para endurecer o bloqueio. A passagem de veículos é autorizada somente a cada duas horas.
Habitantes de Aysén continuam mobilizados depois da suspensão de uma reunião com o governo após as partes envolvidas terem debatido por mais de cinco horas sem que as negociações tenham avançado.
A população local reivindica uma série de demandas que inclui a diminuição dos preços dos produtos da cesta básica, assim como do valor do combustível, cuja escassez tem sido um dos principais diante da necessidade de aquecimento com temperaturas mínimas na casa dos 8ºC e máximas de 13ºC. (ANSA)
19/02/2012 16:38
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