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CARACAS, 9 FEV (ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, divulgou hoje as metas a serem atingidas pela população no consumo de energia elétrica um dia depois de ter decretado o estado de emergência no país.
A medida foi publicada na gazeta oficial e tem duração de 60 dias, mas também pode ser prorrogada.
Segundo o decreto, todos os estabelecimentos comerciais estão obrigados a reduzir seu consumo em 10% na comparação com o mesmo período de 2009, em cada uma das duas etapas estabelecidas.
Em caso de não cumprimento da decisão, o serviço de distribuição elétrica será suspenso entre 24h e 48h e poderá ser cortado indefinidamente se houver reincidência.
A situação das residências também dependerá da comparação do consumo de 2010 com o do ano passado.
Os consumidores que diminuírem as suas demandas entre 10% e 20% receberam descontos de 25% a 50% na conta. Já as habitações que aumentarem o consumo em 10% terão o valor mensal da fatura dobrada.
O presidente venezuelano advertiu que a imprensa nacional publicará semanalmente a lista dos principais consumidores do país.
Atualmente, a Venezuela atravessa uma grave crise no abastecimento de energia elétrica devido ao fenômeno climático "El Niño", que também provocou secas na Colômbia, Peru e em algumas regiões da América Central.
O nível das águas da represa de Guri, responsável pela geração de mais de 70% da eletricidade do país, tem sofrido queda acelerada.
O governo venezuelano está recebendo assistência técnica de Brasil, Argentina e Cuba em busca de uma solução para a crise.
Para membros da oposição, essa medida se trata de uma "violação da soberania energética" e o problema da energia teria ocorrido em razão da "ineficiência de Chávez". (ANSA)
09/02/2010 15:45
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