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ROMA, 9 FEV (ANSA) - O embaixador italiano em Teerã, Alberto Bradanini, acusou hoje o governo de Mahmoud Ahmadinejad de "orquestrar" as manifestações contra as representações diplomáticas de países europeus na capital iraniana, entre elas a da Itália. Segundo o diplomata, a manifestação em frente à embaixada italiana durou aproximadamente 20 minutos, durante os quais cerca de 100 milicianos pró-governo Basij fizeram ameaças contra o governo e o premier Silvio Berlusconi, com "frases um pouco insultantes, normalmente utilizadas em manifestações orquestradas pelo regime" iraniano. "Não foi uma tentativa de invasão, mas uma manifestação", afirmou Bradanini, esclarecendo o mal-entendido anunciado anteriormente pelo ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, que falou de "ocupação". Durante a mobilização, que não deixou feridos e nem graves prejuízos materiais, os iranianos lançaram pedras contra a sede diplomática e derrubaram uma placa com a inscrição 'Via Roma', que ficava do lado de fora da instalação. Fontes da Chancelaria consultadas pela ANSA disseram que eles gritavam: "Se não mudar, este é apenas o início" e "Morte à Itália, morte a Berlusconi". Da Itália, membros do governo condenaram tal ação, assim como outros atos de violência na República Islâmica, e expressaram preocupação com a segurança local e de outros países, como Israel. "A situação de Teerã nos preocupa. Estes gestos de intolerância, estas manifestações hostis contra a Itália e contra outros países nos faz renovar um apelo pela garantia de segurança", apontou Frattini, ao retomar o tema. "O nosso embaixador foi convocado anteontem [pelas autoridades iranianas, ndr.] que fez um protesto contra as palavras do presidente do Conselho [de Ministros], Silvio Berlusconi", continuou o chanceler, ratificando o apoio dos italianos à postura do premier. Por sua vez, em nota, o ministro para as Políticas Europeias, Andrea Ronchi, disse que o protesto de hoje consiste em uma ação "gravíssima e inaceitável", que "não irá intimidar o governo italiano". A Itália "não abdicará de sua firme diretriz e continuará ao lado daqueles cidadãos iranianos que, também ao custo de suas vidas, escolhem o caminho pela reivindicação de seus direitos à liberdade, à democracia e ao respeito dos direitos humanos", concluiu Ronchi. "Estamos descontentes que no Irã alguém tenha se ofendido conosco, mas a Itália não poderia ter outra posição em relação à postura do governo de Teerã", disse, por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores da Itália, Alfredo Mantica. O vice-chanceler pediu ainda que a comunidade internacional decida por sanções mais rígidas, "capazes de incidir verdadeiramente sobre o governo de Teerã, nos bancos, nos movimentos financeiros, no refinamento de petróleo. É necessário acabar com o sistema e seus expoentes". (ANSA)
09/02/2010 15:43
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