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CASTEL GANDOLFO, 26 AGO (ANSA) - O papa Bento XVI dedicou a audiência geral de hoje, no palácio apostólico de Castel Gandolfo, à defesa do meio ambiente, que depende da comunidade internacional e dos indivíduos.
Diante de cerca de 5.500 pessoas, o Pontífice argumentou que é "indispensável transformar o atual modelo de desenvolvimento global assumindo uma responsabilidade maior" com a natureza.
Para ele, os governos e a comunidade internacional devem fazer o que está a seu alcance para evitar que a degradação do meio ambiente e que as calamidades naturais se agravem nos países e, principalmente, sobre as populações mais fracas.
Bento XVI também falou da necessidade de se assumir um compromisso mais responsável e afirmou que cabe aos governos "dar sinais certos aos cidadãos para que a relação com a natureza não se desenvolva através de comportamentos que sejam prejudiciais".
Neste sentido, o Papa convidou as nações a agirem "conjuntamente em respeito às leis e à solidariedade, sobretudo, em relação às regiões mais fracas da Terra".
O Pontífice também disse que todos devem "agradecer a Deus pelo dom da criação, mas a degradação ambiental e as calamidades naturais nos chamam para a urgência do respeito que devemos ao meio ambiente, valorizando uma relação correta".
"O uso sem coerência da criação, começa onde Deus é marginalizado ou onde se nega a sua existência", destacou o Papa, que acredita que a destruição dos recursos naturais está ligada diretamente com a fé.
Para o Pontífice, "se de fato houver uma menor relação entre a criatura humana com o Criador a matéria se reduz à posse egoísta, e o objetivo da existência se reduz a uma corrida desenfreada em possuir o máximo possível".
A questão ecológica, para Bento XVI, também é de "responsabilidade do homem, que é chamado a remodelar ativamente a criação, porém, sem se considerar o seu dono absoluto. Pelo contrário, exercitando um governo responsável para cuidar, aproveitar e cultivar [a natureza], encontrando os recursos necessários para a existência digna de todos".
Joseph Ratzinger fez também uma referência a sua última encíclica, 'Caritas in Veritate' [Caridade na Verdade, 2009], ao falar sobre a "urgente necessidade moral de uma solidariedade renovada entre os países e os indivíduos".
"Quando a ecologia humana é respeitada dentro da sociedade, também a ecologia ambiental se beneficia", concluiu.(ANSA)
26/08/2009 09:33
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