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LIMA, 5 JUN (ANSA) - Pelo menos 34 pessoas morreram e centenas ficaram feridas nesta sexta-feira durante um enfrentamento na região da Amazônia peruana, onde policiais tentam desocupar uma estrada bloqueada por indígenas de comunidades locais. Os moradores da região, que fecham a estrada Fernando Belaunde Terry há dez dias, cumpriram hoje 56 dias de greve geral contra o governo. A paralisação tem como objetivo reivindicar a anulação de decretos que, para as comunidades, permitirão a exploração indiscriminada da Amazônia e causarão prejuízos ao meio ambiente. Os enfrentamentos de hoje começaram durante a manhã, após forças policiais tentarem dispersar os protestos na estrada, localizada na "Curva del Diablo", na região do Amazonas peruano, 900 quilômetros a nordeste da capital Lima. Os manifestantes responderam à intervenção com lanças e pedras, mas a polícia sustenta que tiros foram disparados contra um de seus helicópteros, o que provocou a morte de um agente. Até o momento, estima-se que 25 indígenas e nove policiais tenham sido mortos. Além disso, pelo menos 80 civis ficaram feridos por causa dos confrontos. O presidente do país, Alan García, responsabilizou "pseudodirigentes" da região pelo ocorrido, enquanto o líder indígena Alberto Pizango acusou o governo de "genocídio". A imprensa local confirmou a morte de um professor e um estudante universitário, ambos vítimas de disparos. Pizango declarou que "o governo mandou matar nossos irmãos" e age "como se os povos indígenas fossem criminosos". Ele pediu a solidariedade de todos os seus "compatriotas" e acusou o governo de não "escutar a voz dos indígenas". Por sua vez, o líder político Ollanta Humala, que disputou em 2006 as eleições presidenciais contra García, também responsabilizou o atual mandatário pelo episódio e pediu a revogação dos decretos do governo. (ANSA)
05/06/2009 19:35
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