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BRASÍLIA E BUENOS AIRES, 4 JAN (ANSA) - Brasil, Argentina e México criticaram neste fim de semana a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, que em mais de uma semana de ataques já provocou a morte de 500 palestinos, sendo 87 crianças, segundo fontes palestinas.
Em nota emitida no sábado, o Itamaraty deplorou a invasão terrestre de Gaza, iniciada ontem pelo Exército israelense, e pediu a trégua imediata na região.
"Reiterando declarações em que conclama ambas as partes a se absterem de atos de violência, o governo brasileiro apóia os esforços, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, por um cessar-fogo imediato, de modo a permitir a pronta retomada do processo de paz¿, diz o texto.
O governo brasileiro defendeu ainda a realização de uma cúpula internacional para discutir o conflito.
A Argentina condenou a operação e chamou a atenção para o "uso desproporcional da força" por parte de Israel. O país rejeitou também os lançamentos de foguetes feitos pelo Hamas contra alvos situados no sul de Israel.
"A Argentina insta a Israel a que se retire da Faixa de Gaza e siga plenamente suas obrigações de respeitar o direito internacional e tome todos os cuidados necessários para proteger a população civil palestina, a que mais tem sofrido em conseqüência destes enfrentamentos", diz uma nota divulgada pela Chancelaria de Buenos Aires.
No comunicado, a Argentina também pede uma "trégua humanitária", para que a população afetada pelos ataques seja adequadamente atendida. "A situação humanitária na Faixa de Gaza é motivo de particular preocupação para nosso país, razão pela qual a Argentina se soma a outros países da comunidade internacional ao solicitar uma trégua humanitária que permita atender adequadamente a população que está em risco", afirma o documento.
Já o México, que na semana passada tomou posse como um dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU, declarou que apóia uma solução "integral e de longo prazo" para o conflito, que esteja de acordo com o direito internacional. O país também condenou o uso da violência "por qualquer razão".
Em um comunicado divulgado neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores revelou qual foi a posição que defendeu durante a reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU convocada para a noite deste sábado.
Segundo o texto, o México reafirmou seu "chamado urgente às partes para um cessar-fogo imediato e permitir o acesso da ajuda humanitária para atender aos feridos". O encontro, convocado pela Líbia, terminou sem consenso, motivo pelo qual a entidade não divulgou nenhuma resolução. (ANSA)
04/01/2009 16:18
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