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 FATOS DO DIA
COLÔMBIA-EQUADOR: BUSH APÓIA "TOTALMENTE" BOGOTÁ

WASHINGTON, 4 MAR (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse hoje que seu país "apóia totalmente" a Colômbia e se "opõe firmemente a qualquer ato de agressão que possa desestabilizar a região" andina, incluindo as que caracterizou como "manobras provocativas" da Venezuela.
    Bush se declarou pronto para "ajudar" seu colega colombiano, Álvaro Uribe, a "enfrentar a visão radical daqueles que buscam enfraquecer a democracia e criar divisões em nosso hemisfério".
    Tais posições foram defendidas em uma breve declaração nos jardins da Casa Branca, durante a qual comentou o telefonema desta manhã com Uribe sobre a crise desatada na região após a invasão colombiana de território equatoriano no sábado.
    Durante a conversa dos dois, Bush afirmou que "lhe disse que os Estados Unidos continuará ao lado da Colômbia enquanto enfrenta a violência e o terror e luta contra os traficantes de drogas".
    Segundo o presidente norte-americano, Uribe "me informou sobre a situação em seu país, incluindo a continuação dos atos dos narcoterroristas assim como as manobras provocativas do regime da Venezuela".
    A incursão colombiana em território equatoriano atrás de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) resultou na morte do número dois da organização, Raúl Reyes, e de outros 20 militantes. Além de gerar uma crise diplomática entre os dois países, que culminou na expulsão do corpo diplomático de Bogotá em Quito, e no rompimento das relações.
    Hugo Chávez interveio na situação, posicionando-se ao lado do Equador, e decidiu enviar tropas à fronteira com a Colômbia, intensificando o mal estar na região.
    Bush aproveitou o momento para pressionar novamente o Congresso de Washington para a ratificação do Tratado de Livre Comércio (TLC) com a Colômbia, travado por parlamentares democratas em função da situação dos direitos humanos e trabalhistas no país.
    Ele revelou que Uribe disse que "uma das formas mais importantes que os Estados Unidos pode demonstrar apoio à Colômbia é avançando no TLC que negociamos".
    "Minha mensagem para o Congresso é que o acordo de livre comércio é mais que uma questão econômica, é uma questão de segurança nacional", expressou Bush, para quem a não ratificação do tratado significa que "estaremos decepcionando nosso estreito aliado, prejudicando nossa credibilidade na região e fortalecendo os demagogos em nosso hemisfério".
    A Colômbia é considerada o principal aliado de Washington na América do Sul, e a crise atual está sendo acompanhada com atenção. (ANSA)
04/03/2008 18:53

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